Inflação

PAGINA 4 [ ECONOMIA ]-00000010Em maio de 2016, a cesta básica em São Luís custou R$ 360,12, um aumento equivalente a 0,84% em relação a abril, continua sendo a sétima capital com menor custo entre as 27 pesquisadas pelo DIEESE. Nos primeiros cinco meses do ano, a cesta acumulou taxa de 9,96%. Os números foram divulgados  pelo Departamento  Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese).

Os produtos que apresentaram alta nos preços foram detectados na manteiga (9,84%), feijão carioca (6,34%), café em pó (4,47%), pão francês (4,16%), farinha de mandioca (3,26%), arroz agulhinha (1,63%), e leite integral (0,28%); já os produtos que apresentaram recuo, foram tomate (-6,00%), açúcar refinado (-2,67%), óleo de soja (-0,25%), carne bovina de primeira (-0,24%), e banana (-0,18%). (Tabela 2).

Houve aumento de preço do leite e da manteiga pelo segundo mês consecutivo. Além de ser período de entressafra do leite, os custos de produção se elevaram e parte dos produtores de leite migraram para a pecuária de corte. Com a diminuição da oferta, o preço do leite e dos derivados – manteiga – seguiu em alta no varejo.

O quilo do feijão carioca aumentou devido à diminuição da oferta do grão e ao clima desfavorável nas principais regiões produtoras, principalmente Nordeste. O café em pó teve seu valor majorado pelo segundo mês consecutivo. Faltando pouco tempo para o fim da temporada, a oferta e a produtividade do grão de café foram baixas, com isso, as negociações seguiram limitadas e o preço em alta.

PAGINA 4 [ ECONOMIA ]-00000009

A cotação do pão francês esteve em alta, impulsionada pelo recuo da oferta doméstica e aumento da demanda de trigo, principal matéria prima do pão. O quilo do tomate teve seu valor reduzido. A oferta se manteve em alta devido à intensidade da colheita em muitas regiões.

O preço do açúcar diminuiu no mês de maio, devido à menor demanda e apesar do recuo da oferta de cana-de-açúcar.  Em maio de 2016, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 90 horas e 02 minutos, ligeiramente superior à jornada calculada para abril, de 89 horas e 17 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 8% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em maio, 44,48% dos vencimentos para adquirir os mesmos produtos que, em abril, demandavam 44,11%.

Altas – De acordo com o estudo, as maiores altas ocorreram em Porto Alegre (3,87%), Curitiba (3,46%) e Brasília (3,25%) e as quedas mais expressivas foram verificadas em Florianópolis (-4,09%), Fortaleza (-2,60%) e Rio Branco (-2,49%).

São Paulo foi a capital que registrou o maior custo para a cesta básica (R$ 449,70), seguida de Porto Alegre (R$ 443,46) e Brasília (R$ 441,60). Os menores valores médios foram observados em Rio Branco (R$ 335,31), Natal (R$ 337,49) e Aracaju (R$ 344,83).

Entre janeiro e maio de 2016, todas as cidades acumularam alta, exceto Florianópolis (-0,81%). As maiores variações foram observadas em Goiânia (14,80%), Belém (14,50%), Aracaju (12,78%), Salvador (12,69%) e João Pessoa (11,29%). Os menores aumentos ocorreram em Campo Grande (3,39%), Porto Velho (3,84%) e Porto Alegre (4,49%).