LAURO JARDIM
O Globo

A delação premiada de Sérgio Machado é uma pá de cal em Edison Lobão. Num dos anexos, Machado detalha como era feito o envio das propinas destinadas ao senador peemedebista.

Funcionava assim: um emissário se dirigia a um endereço no Centro do Rio de Janeiro e entregava a dinheirama para Márcio Lobão, filho do senador, presidente há nove anos da Brasilcap (empresa de planos de capitalização do Banco do Brasil), colecionador de artes plásticas e apreciador de ótimas safras de tintos franceses.

De acordo com o gravador-geral da República, Lobão recebia R$ 300 mil por mês, em dinheiro vivo.

No total, entre remessas com as descritas acima e outras modalidades, Machado conta que direcionou R$ 20 milhões para o ex-ministro das Minas e Energia de Lula e Dilma, ex-integrante da base parlamentar de Lula e Dilma e atual integrante do time que apoia Michel Temer.