Em Imperatriz

NELSON MELO

O policial Karuzo Silva ajudaria a quadrilha com apoio logístico|Divulgação/PCO policial Karuzo Silva ajudaria a quadrilha com apoio logístico|Divulgação/PC

Após levantamentos minuciosos feitos pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) acerca de explosões bancárias no interior maranhense, o policial militar Karuzo Silva Oliveira foi capturado, na madrugada de ontem (1º), em Imperatriz/MA. Ele seria integrante de uma quadrilha especializada em explodir caixas eletrônicos, tendo participado de ao menos duas ações criminosas.

Segundo o delegado Tiago Bardal, titular da Seic, o policial é lotado no 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Imperatriz, e já era considerado foragido da Justiça, em virtude de mandados de prisão preventiva decretados pelas comarcas de Buriticupu e Santa Luzia, cidades do Maranhão cujas agências bancárias foram atacadas pelo bando ao qual pertence o suspeito.

Bardal esclareceu que a sua prisão ocorreu a partir do esforço investigativo do Departamento de Combate a Roubos a Instituição Financeiras (Dcrif), vinculado à referida superintendência, tendo como delegado titular o Luís Jorge. O delegado Tiago ressaltou que a localização de Karuzo, no entanto, também contou com a colaboração da Polícia Militar, por intermédio da Diretoria de Inteligência e Assuntos Estratégicos (DIAE).

Prosseguindo, o chefe da Seic relembrou que o PM pode ter atuado em um assalto ocorrido no dia 11 de dezembro do ano passado, em Buriticupu, quando criminosos instalaram dinamite no cofre do Banco do Brasil (BB) e acionaram a substância explosiva, levando o dinheiro contido no equipamento. Mas ele e o restante da quadrilha ainda teriam detonado caixas bancários do BB em Santa Luzia, em 6 de abril passado, em um ato ousado, em que bandidos, com armas longas, pareciam estar em um filme de ação, atirando para o alto, bloqueando rodovias com carretas e fazendo reféns.

COMPARSAS PRESOS

Outros membros do grupo tinham sido encontrados na madrugada do dia 12 de abril deste ano, sendo identificados como Antonimilson dos Santos Pereira, o “Cabeça”, e Ricardo de Alves Melo Júnior, ambos de 21. Na ocasião da prisão, os policiais civis da Superintendência de Investigações Criminais apreenderam três fuzis AR-15, duas pistolas, um revólver calibre 38, 850 munições, cerca de 10 kg de maconha, dinheiro e apetrechos usados nas explosões.

“Cabeça”, como mencionou à época Tiago Bardal, é natural de Barra do Corda/MA, mas era foragido do estado do Tocantins. O seu cúmplice, por sua vez, era de Jandaia/GO.