O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA) indicou nesta terça-feira (31) que poderá arquivar a representação contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR) por quebra de decoro parlamentar. Ele decidirá se aceita ou não o documento até a próxima segunda-feira (6). Para ele, o caso de seu correligionário é diferente do processo que levou à cassação do mandato do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) porque as provas contra o ex-petista eram mais contundentes embora ambos tenham atuado para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. “Tinha o agravante no caso do nosso amigo Delcídio do plenário do Senado ter votado acatando a decisão do Supremo pela prisão. Nesse caso não tem nada disso. Aceitei de pronto o do Delcídio porque, além da gravação, ele tinha feito o ato de obstruir a Justiça. Agora, nós temos que ver nossas prerrogativas. Todos aqui temos opinião e aquilo ali é mais de opinião. Posso dizer que tem de tirar fulano para melhorar o país”, disse Souza. Protocolada pelo PDT na semana passada, a representação pede a cassação de Jucá por quebra de decoro parlamentar. Ele perdeu o cargo de ministro do Planejamento do governo interino de Michel Temer após a publicação de gravações em que sugere um pacto para deter o avanço das investigações da Lava Jato.