O deputado Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara, mentiu à Justiça Eleitoral, segundo o jornal ‘O Globo|DivulgaçãoO deputado Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara, mentiu à Justiça Eleitoral, segundo o jornal ‘O Globo|Divulgação

O ministro Gilmar Mendes, membro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, pediu que o presidente interino, Michel Temer (PMDB), destine R$ 250 milhões do orçamento às eleições municipais de 2016. Para o ministro, o orçamento atual impossibilita o pleito. O presidente do TSE encontrou com Temer no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência, na noite de sábado (28/5), como mostrou o Jornal Nacional, da TV Globo. Gilmar Mendes chegou ao local em veículo particular.

Filmado em visita ao Palácio do Jaburu, ministro disse ter solicitado repasses para TSE coordenar eleições deste ano. Em 2015, o então presidente do TSE, Dias Toffoli, já havia afirmado que o contingenciamento de R$ 428,7 milhões previstos no orçamento da corte inviabilizava o uso de urnas eletrônicas nas eleições de 2016. Na ocasião, o ministro disse que a falta de dinheiro em caixa prejudicaria a aquisição e a manutenção de equipamentos necessários para a execução do pleito do próximo ano, atrapalhando, inclusive, licitação já em andamento. Por isso, algumas regiões teriam que recorrer ao velho sistema de cédulas de papel, ressaltou Toffoli.

Gilmar Mendes é relator no TSE do processo que analisa as contas da campanha da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e de Temer em 2014. Se a corte entender que os candidatos receberam recursos ilícitos ou cometeram outras irregularidades, pode cassar o mandato de ambos, o que geraria novas eleições diretas (se isso ocorresse atém o fim de 2016) ou indiretas (se acontecesse a partir de 2017). Além disso, o ministro assume nesta terça-feira (31/5) a presidência da 2ª Turma do STF, que cuida dos inquéritos e processos da operação “lava jato” que envolvem autoridades com foro por prerrogativa de função.