Sarney amola a faca tentando federalizar o Porto do Itaqui

Os Sarney estão amolando a faca. Inimigos de carteirinha do governador maranhense Flávio Dino, uma das primeiras reivindicações ao presidente interino Michel Temer é para federalizar o Porto de Itaqui.

Se vão ser atendidos é outra história, mas a intenção é atingir Dino. Desde 2001 a área está sob a gestão da Empresa Maranhense de Administração Portuária. O Porto de Itaqui, juntamente com os terminais privados da Vale e da Alumar, integram o segundo maior complexo do gênero do País em movimentação de cargas e está entre os dez maiores do mundo. ( Jornal O Globo- Antonio Novaes)

Vigiado 24 horas

O deputado maranhense Waldir Maranhão será acompanhado passo a passo enquanto estiver na presidência da Câmara Federal.

Deputados do PP temem que ele, sozinho, faça uma outra loucura, como o ato que anulou a votação do impeachment  na casa.

Seu principal vigia será Beto Mansur, ligadíssimo ao presidente afastado Eduardo Cunha. Mansur, aliás, já é chamado por alguns como primeiro-ministro. (Época)

Zequinha já orientado

O novo ministro do Meio Ambiente, Zequinha Sarney, filho do senador José Sarney, já foi orientado pelo presidente interino Michel Temer: deve enquadrar o Ibama para liberar as licenças ambientais. Discurso radical, nem pensar! (Época)

Esplanada móvel

Preocupado com a volatilidade da base, o presidente Michel Temer determinou aos ministros indicados pelos partidos aliados que, no início da gestão, passem pelo menos um dia por semana despachando de dentro do Congresso.

O peemedebista tem receio de que as insatisfações geradas pelas mudanças no desenho da Esplanada antes da posse se transformem em votos contrários a seus projetos no Legislativo. Também quer mudar a cara do diálogo com os parlamentares. (Painel – Folha)

Cartaz na sala de aula

Alunos da Faculdade de Direito da USP fizeram uma manifestação contra a professora Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Um grupo colocou cartaz com os dizeres “golpista” numa sala em que a professora lecionaria, na última sexta-feira (13). Alguns dos estudantes são do chamado Comitê da São Francisco Contra o Golpe, criado há cerca de dois meses.

Janaína disse à Folha de S. Paulo que deixou o cartaz na sala. “Eu não posso cercear o direito de manifestação nem de uns, nem de outros”, afirmou. “Essa é a dinâmica normal da faculdade, de embate (…)  O pessoal do PT estava muito acostumado a só eles poderem se manifestar.”

Sob investigação

A operação “lava jato” está presente no novo governo chefiado por Michel Temer, pois alguns integrantes de sua equipe são citados ou investigados por causa dos desvios ocorridos na Petrobras.

O ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), é alvo de inquérito por suspeita de participar dos desvios na petrolífera e também na Eletronuclear. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou que o ministro o procurou para pedir doações à campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que doou R$ 1,5 milhão.

Henrique Alves, do Turismo, enfrenta dois pedidos de inquérito que ainda não foram autorizados pelo STF. Um deles investiga a relação de Alves com o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e possível influência para marcar uma reunião entre o executivo e o presidente do Tribunal de Contas para discutir um problema envolvendo a companhia.

Já o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha (PMDB) é citado em uma mensagem por um funcionário de Léo Pinheiro. No texto é informado há uma reunião marcada entre o empreiteiro e Padilha. Os nomes dos ministros também aparecem em planilhas encontradas na casa de um ex-executivo da Odebrecht. Todos negam qualquer participam em desvios.

Braços cruzados

Por causa das mudanças promovidas na extinta Controladoria-Geral da União, rebatizada de Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, os servidores do órgão estudam a possibilidade de promover uma paralisação. O tema será debatido em assembleia nesta segunda-feira (16).

Nomeação suspensa

A nomeação da primeira-dama de Minas Gerais, Carolina de Oliveira Pereira Pimentel, para a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social foi suspensa pela Justiça de Minas Gerais.

A mulher do governador mineiro Fernando Pimentel (PT) é investigada na operação acrônimo. A decisão impede que ela tenha prerrogativa de foro, assim como seu marido.

Miudinhas

Depois de tanta gritaria, Temer ouvirá, na semana que vem, militantes da área cultural. Quer uma mulher para representar o setor na futura secretaria nacional. (Painel – Folha)

Representantes de movimentos pró-impeachment querem que a Justiça Federal corte metade do salário da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e proíba o uso do avião presidencial e da Força Aérea Brasileira (FAB).

A ação popular questiona ato do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que manteve o salário de R$ 27,8 mil e lhe concedeu o direito ao uso dos aviões. Os autores da ação argumentam que, segundo a Lei 1.079/1950, que regula o impeachment, durante o afastamento o presidente tem direito a apenas metade da remuneração.