Você nem sabe, mas o alcance de suas metas pode ter acabado de ficar mais distante. É que, sem perceber, adotamos pequenos comportamentos viciosos que nos fazem andar para trás, no melhor estilo da autossabotagem. Para fugir desse risco, reunimos abaixo os sete vícios que, segundo a revista Forbes, mais atrapalham o sucesso.

Querer fazer tudo ao mesmo tempo poder virar um ‘vício comportamental’Querer fazer tudo ao mesmo tempo poder virar um ‘vício comportamental’

LUCIENE VIEIRA E PORTAIS

1 Adiar os prazos

“Deixar para depois” é um comportamento que pode atrapalhar quase todos os aspectos da vida, desde a dieta que nunca começa até o relatório do trabalho que nunca termina. Neste caso, ou você está sendo desorganizado ou megalomaníaco, daqueles que pensam que academia só vale a pena com tempo de sobra e que o tal relatório nunca está perfeito. Resolva assim: faça o que precisa fazer dentro do tempo que tem.

2 Falar mal dos outros

Quando você fala mal de pessoas e de lugares para outras, é de si mesmo que você está falando. “Se alguém disser que só trabalhou em lugares com ‘climas’ horríveis, eu entendo que ele deve ser muito difícil de se relacionar, que pode ser uma colega ruim e que adora compartilhar opiniões negativas”, avisa o investidor Brent Beshore, colunista da revista americana Forbes. Por isso, a dica aqui é pensar duas vezes antes de se render à maledicência.

3 Prometer o que não pode cumprir

Expectativas importam. E muito. Por isso, se você prometer um milagre para seus clientes, amigos ou colegas de trabalho, eles vão esperar um milagre.

Não tente impressionar os outros, apenas pelo efeito positivo que isso desperta nas pessoas e em você mesmo. Ser impressionante diz muito mais respeito sobre cumprir exatamente o que foi prometido do que qualquer outra coisa.

4 Sempre dizer que não teve culpa de nada

Somos humanos e os erros acontecem, nada mais natural do que isso. Alguma coisa importante deu errado porque você pisou na bola “sem querer, querendo”? Então assuma sua culpa, seja ela por distração, excesso de zelo ou falta de cuidado.

5 Querer fazer tudo ao mesmo tempo

Saber dizer não é uma das coisas mais importantes da vida. O problema é que, para muita gente, o ato de negar significa deixar sempre alguma coisa para trás. Escolha suas prioridades e, entre elas, o que você deve e pode fazer primeiro. Não adianta querer abraçar o mundo e agradar a todos.

6 Fazer drama

Com o tempo, as redes sociais acabaram se tornando plataformas de reclamação para qualquer coisa: faz muito calor ou muito frio, o trânsito está infernal, o dia de trabalho foi cansativo, o namoro terminou… Ufa! Será mesmo que todos esses acontecimentos merecem virar um drama, com todo o peso que a palavra tem?

Guarde os pequenos sentimentos para si mesmo e compartilhe o que é mesmo relevante. Na dúvida, discrição. Funciona sempre.

7 Ser impaciente

“Independentemente dos seus objetivos, eles exigem foco, trabalho duro e tempo. Pare de procurar pelo ingrediente mágico ou pela solução rápida. Ela não existe”, diz o investidor Brent Beshore, colunista da Forbes. Sendo assim, nada de querer para ontem coisas boas que requerem um prazo para se tornar realidade.

Sofremos por nossos vícios comportamentais

Vícios não podem ser somente considerados como o consumo de tóxicos, ou produtos de origem natural, sintética, ou farmacológica, mas sim, analisados por profundidade, são interpretados como atitudes mentais que nos levam compulsoriamente a ser subjugados por situações e pessoas.

Muitos de nós aprendemos ser dependentes, desde cedo. Dirigidos por “superpais”, que imprimiram em seus filhos “clichês psíquicos” de repressão, que refletem até hoje como mensagens bloqueadoras dentro de nós, não nos deixando desenvolver nosso senso de autonomia e independência.

Outros, trazem enraizadas experiências nas quais lhes foram negada a possibilidade de exercer a capacidade de seleção de amigos, e parceiros afetivos, sob a intervenção de adultos prepotentes, tornando-os mais tarde indivíduos de caráter oscilante, indecisos, assustados e inseguros. Outros ainda, por passarem experiências conflitantes em outras encarnações, em contato com criaturas e meio ambiente em inconstância e desarmonia, são predispostos a renascerem com maior identificação com a instabilidade emocional na atualidade.

Dessa forma, entendemos que os fatores que propiciam os vícios e as compulsões são os vividos em ambientes familiares/sociais desarmônicos, onde deixamos as pressões, traumas, coações, desajustes e conflitos se enraizarem na nossa zona mental, pois vícios não passam de efeitos externos de nossos conflitos internos…

Há manias ou vícios comportamentais tão graves e sérios que nos levam a ser tratados e considerados como pessoas de difícil convivência, isto é, inconvenientes:

• vício de falar descontroladamente, sem raciocinar, desconectando-nos do equilíbrio e do bom-senso

• vício de mentir constantemente para si mesmo e para os outros, por não querermos tomar conta da realidade.

• vício de lamentarmo-nos sempre, colocando-nos na posição de “pobres coitados”, para continuarmos a receber atenção dos outros.

• vício de acharmo-nos sempre certos, para podermos suprir à enorme insegurança que existe dentro de nós.

• vício de gastar desnecessariamente, a fim de adiarmos decisões importantes em nossa vida.

• vício de criticarmos os outros, para nos sentirmos maiores e melhores que os outros.

• vício de trabalhar de forma descontrolada, a fim de não termos tempo de ocuparmo-nos com nossas situações mal resolvidas.

Inquestionavelmente, as chamadas viciações são resultado do medo de assumirmos o controle de nossa vida, e ao mesmo tempo, de medo de nos responsabilizarmos por nossos atos e atitudes, permitindo que elas fiquem fora de nosso controle e de nossas escolhas.

Aprendendo a ser independente

Algumas atitudes podem nos ajudar a ser mais independentes e capazes de satisfazes nossos desejos e vocações naturais, e, ao mesmo tempo, a estarmos junto a pessoas e situações sem nos tornar parcial ou totalmente dependente delas:

• aguçar nossa capacidade de decidir, de optar, de escolher cada vez mais livre e independente das opiniões alheias;

• combater nossa tendência de sermos bonzinhos, ou melhores (queremos ser sempre agradáveis aos outros, mesmo pagando o preço de nos desagradar);

• estimular a habilidade de dizer “não”, quantas vezes forem necessárias, desenvolvendo nosso senso de autonomia, a fim de não cairmos nos modismos e pressões grupais;

• estabelecer no ambiente familiar um clima de respeito e liberdade, eliminando relações de superdependência simbióticas, para que possamos ser nós mesmos, e deixarmos os outros serem eles mesmos;

• criar padrões de comportamento positivos, pois comportamentos são hábitos e nossos hábitos são o que determina a facilidade de aceitarmos ou não as circunstâncias da vida.

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