O médico aposentado Antônio Vespasiano Ramos está divulgando o seu mais novo livro, que acaba de sair do prelo. Coronel Mariano Martins Lisboa – Um ilustre maranhense (1846-1926) é o título da obra, com a qual Ramos presta uma homenagem ao seu avô, o coronel Lisboa, figura proeminente da sociedade maranhense, que ocupou vários cargos na política e chegou à Intendência (Prefeitura, na época) da cidade de São Luís do Maranhão. Ele conta que a idéia de escrever sobre seu avô surgiu quando seu primo Cláudio Lisboa de Moraes Rego encontrou, no município de Nina Rodrigues, a lápide de D. Custódia Orminda Martins Lisboa, mãe do coronel, falecida em 1874, e dela deu conhecimento a todas as suas tias através de fotografias.

Inspirado a escrever a biografia do seu avô, o médico ginecologista, também autor do livro A mulher de trinta anos, empreendeu uma profunda pesquisa histórica e genealógica, resgatando a descendência desse ilustre maranhense desde 1735 até os dias atuais. A lápide de Custódia Orminda, uma pedra de 500 quilos, encontra-se desde 1985 nos jardins da casa que Antônio Vespasiano Ramos construiu para ser sua nova residência, na Avenida São Luís Rei de França, no Turu. Lá ele vive cercado de livros, ao lado de sua esposa, Joana Batista Amâncio da Silva.

Com apresentação escrita pelo ex-deputado Raymundo Lisboa Vieira da Silva, o livro de Antônio Vespasiano Ramos – que é sobrinho do famoso poeta Vespasiano Ramos – é fruto de dois anos de pesquisas, iniciadas por cidades do Rio Grande do Sul, por onde estão espalhadas ramificações da família Lisboa. Ao explicar por que resolveu escrever este livro, o médico aposentado revela que se trata de uma homenagem ao coronel Mariano Martins Lisboa, o patriarca, que nasceu em Brejo dos Anapurus, em agosto de 1846.

Filho de Zila Lisboa e de Heráclito Vespasiano Ramos, o médico Antônio Vespasiano Ramos fala em sua obra sobre os ancestrais ilustres do coronel Mariano Martins Lisboa. Depois de falar sobre a vida e a descendência do coronel Mariano Martins Lisboa, Antônio Vespasiano Ramos observa, no último capítulo do livro, que deveria começar a obra citando a data de seu nascimento, na cidade de São Luís. “Não vou fazê-lo, todavia. A idade avançada sofre preconceitos e discriminações, às vezes tão desculpáveis que até os consideramos toleráveis. No fim das contas, um velho, embora parecendo moço, não tem o viço da juventude. Um dia, após meu falecimento, meus primos e amigos verão na lápide que cobrirá meu túmulo, além de um epitáfio, as verdadeiras datas que Deus me deu. Posso dizer somente que escrevo e por isso estou vivo e gozando da felicidade de ter a todos como amigos diletos”.